CAMPEONATO MUNDIAL OPTIMIST- SILVAPLANA 2005
De volta após 19 dias de viagem e 16 dias entre treino e regatas
trouxemos um resultado que julgo “razoável” apesar de ter levado a
expectativa de algo melhor ainda mais depois dos resultados obtidos no
pelo Brasil no Norte Americano e no Europeu Optimist deste ano.
Nossa preparação no Lago de Como na Itália foi excelente , o Lago de
Silvaplana por questões ambientais não permite o uso de motores .
Testamos velas e mastreação em treinamentos integrais de manhã e de
tarde e sempre acompanhando o que estava acontecendo em Silvaplana .
Em Silvaplana existem web-cams em que se acompanhávamos diariamente o que
estava acontecendo por lá. Nos dias de preparação em Como não ventou um
único dia sequer para quem optou pela preparação em Silvaplana.
O algo melhor deixou de vir em função das dificuldades do local das
regatas, dificuldades que na verdade eram de todos, mas eram realmente
condições bem difíceis de velejo mesmo ,num lago estreito 3km x 1,5 km ,
elevado número de barcos para o local, ventos rondados , buracos
,“calombos” e dificuldades diárias para a comissão de chegada em que
todos os dias disponibilizava relação para preenchimento pelos técnicos
de velejadores que estavam na súmula com DNF mas que na verdade tinham
chegado e que levavam até dois dias para se confirmarem .Usavam câmeras e
microfones para confirmação da chegada. Tivemos o caso do Ronyon, que foi
9º lugar na segunda regata , trocado por um 82º -DNF e que levou dois
dias para ser confirmado, isto porque blocos de barcos chegavam juntos
dificultando a anotação. Imaginem como um bordinho errado próximo a
chegada custava caro.
CAMPEONATO INDIVIDUAL
O Maloja vento termal da região era preciso e por volta das 11:00 lá
estava ele com intensidade de 13 à 18 nós o dia inteiro. Estas foram as
médias durantes as 9 primeiras regatas. As duas últimas foram da direção
oposta , mais fraco e mais rondado após entrada de uma frente fria.
Cheios de calombos em suas margem ,em que ora geravam buracos de ventos e
que ora permitiam que em determinados momentos ,quando o vento dava uma
apertadinha, tranformar-se em ótimas rondadas positivas. Largada então
era vital. Em pista estreita largada é fundamental. Buscava-se sempre
largar meio bóia de sota para evitar o buraco na direita originado pelo
primeiro calombo mas logo ao entrar na primeira rondada da esquerda
tinha que vir para o calombo para pegar a rondada positiva dele e indo
assim até a bóia de contravento passando por mais dois calombos. Se
errasse uma aproximação eram 30 posições que se perdiam. O segundo
contravento era a mesma coisa do só que na margem do lado oposto.Quando o
vento apertava um pouco mais a direita já funcionava melhor.
Uma pena que a CR resolveu terminar o campeonato sem realizar uma única
regata no último dia. Voltamos para terra às 12:30 hrs e , 20 minutos
depois entrou vento firme, limpo que durou até o fim do dia e que dava
pra fazer pelo menos mais 3 regatas , protesto geral e que impossibilitou
uma melhora na colocação geral. A diferença de pontos entre o 10º e o 28º
não passavam de 20 pontos.
Vários baldes foram tirados pelo grupo da frente , isto comprova a
dificuldade no local.
O campeão mundial Wei Ni mesmo correndo com valuma positiva por erro da
comissão de medição, foram 9 regatas com a vela positiva, foi 21º geral
, o vice campeão do ano passado Paul Snow Hansen foi 25º ,seu
companheiro Daniel Wilcox 4º em 2004 foi 38º, Alexander Zimmernan , 3º
no Europeu de 2004, 2º no Sul Americano de 2005 e 1º no Norte Americano
foi 37º.
Ronyon terminou em 18º lugar (243 barcos) e poderia finalizar em 11º caso
não tomasse uma bandeira amarela no popa da última regata , regata em que
estava em 8º e acabou em 26º tendo que contar este resultado.
Fábio foi bastante regular e por alguma falta de sorte poderia bem ficar
entre os quinze primeiros. Em duas regatas finais estava bem e perdeu
várias posições próximo da chegada.
Baepi começou super bem com um 4º, 8º e um 19º mas no dia seguinte teve
que pargar um 720 após a largada na primeira do dia , nas duas outras
regatas do dia foi muito mal e ficou difícil de se recuperar.
Rodrigo teve dificuldades no início, melhorou depois do segundo dia, tive
um 6º,um 8º em seguida um dia muito ruim e depois começou a ir bem de
novo e Lucas também teve difuldades foi melhorando e acabou sendo
homenageado como 1º lugar entre os Under 12 -Masculino.
CAMPEONATO POR EQUIPES
As regatas por Equipes foram disputadas em outro lago ,no Lago de St.
Mortiz , ainda menor do que Silvaplana .
Entramos em 10º lugar na classificatória ,somam-se os pontos dos 4
melhores velejadores de cada país nas cinco primeiras regatas e são
selecionados somente os 16 melhores países dos 52 participantes.
Num dia de muito pouco vento perdemos logo na estéia para Inglaterra ,
regata que era nossa, já estávamos na metade do popa consolidando o que
já tínhamos conseguido no través um 1º,3º,4ºe5º lugares quando vento
parou completamente, o lago espelhou e os três últimos deles acabaram
pegando uma “particular” reverteram a situação e com isso a C.R terminou
as regatas do dia.
No dia seguinte, já na repescagem ,ganhamos bem da Alemanha, campeã
individual, e na seguinte perdemos para Peru por 1 ponto com duvidosa
bandeira pro Fábio no último contravento.
Ganhou Argentina em 2º lugar ficou a Malásia e em 3º Suécia.
NOSSA PREPARAÇÃO E OBSERVAÇÕES TÉCNICAS
Fizemos uma excelente preparação no Lago de Como,na Base Olímpica da FBVM
e com grande apoio do Sylvio. Foram 4 dias de bons treinos em dois
turnos em que o objetivo principal era uniformizar a performance dos
cinco velejadores nas diversas condições ,de manhã ventinho mais fraco e
de tarde mais forte .
Conseguimos um equilíbrio muito bom com as velas da Toni Tio e depois
recebemos as velas da Olimpic para testes junto com o desenhista das
velas e o Max.
Identificamos que as Toni Tio estavam melhores e isto se comprovou no
Mundial foram 2º ,3º e 6º no individual .
As radiais da Olimpic ainda não estão bem e foram as antigas cross cut
que tiveram os melhores resultados para a Olimpic um 5º,8º e 10º. A
melhor radial ficou em 11º.
Andaram bem os Alemães acostumados com o lago usando a vela polonesa que
funciona muito bem em mar liso, sem onda.
Tivemos a oportunidade de fazer medições de flexão de mastreação
comparando a Giuliette com a Black Gold e constatando que o mastros da
Giuliette para + de 40 kg tem a mesma curva dos Black Gold.
A espicha da Giuliette é mais rígida sendo desaconselhada a ser usada em
velas que fecham mais a valuma.
Baepi e o Fábio correram com o conjunto da Giuliette e espicha Black
Gold.
Os lemes e bolinas do novo modelo one design estão muito bem mas
observou-se ainda muitos lemes Nordest no grupo da frente.
Um agradecimento ao Stefano e ao Carlo Mazzaferro que também velejaram
concosco em Como nos auxiliando nos treinos inviduais , por equipes e nas
experiências com as velas.
AGRADECIMENTOS
Gostaria de prestar meu agradecimento à FBVM pelo grande apoio nos dado
tanto antes da viagem quanto na preparação em Como com o excelente apoio
do Sylvio. Gostaríamos de poder em outras oportunidades utilizar a Base
de Como como treinamento porque além de tudo gera um vínculo muito
importante da nossa Classe de formação com a nossa Equipe Olímpica.
Agradecimento à Mormaii pela excelente roupa de regata disponibilizada
para a Equipe, roupas que em águas de 8º C não incomodaram nenhum pouco à
nossa turma e obviamente a ABCO que segue se reestruturando de forma bem
positiva e já está acumulando muitos bons resultados.
Helio Hasselmann
Técnico da Equipe
Mundial de 2005 Silvaplana
21 3224 4774
curuca_bra@hotmail.com
PRESTIGIE OS PATROCINADORES DA NOSSA PÁGINA
CLIK E VISITE SUAS HOME PAGES