RELATÓRIOS EUROPEU 2005

 

POR MARTHINHA - NOSSA SUPER TÉCNICA:

 

Campeonato Europeu da Classe Optimist 2005

Gdynia – Polônia

 

Relatório

 

Começamos nossa expedição no Brasil. Daniele Fuhrich e eu, partimos de Porto Alegre no dia 08/07 para encontrarmos os demais velejadores Leonardo Mazzaferro, Diego Montautti e Gaetan Labi em São Paulo, acompanhados de nosso Team Leader Piero Mazzaferro. Seguimos então para Frankurt onde fizemos uma nova conexão para uma cidade próxima a sede do evento chamada Gdansk (já na Polônia). No aeroporto de Gdansk a organização do campeonato nos esperava com vans para levar-nos até o hotel na cidade de Gdynia. Levamos mais ou menos 30 minutos de carro até o Hotel Orbis, onde pudemos de cara perceber toda a organização do pessoal. Todas as equipes participantes do campeonato estavam hospedadas neste hotel, inclusive chefes de delegações e autoridades da classe optimist e Isaf.

 

No dia seguinte caminhamos até a sede do campeonato, a Marina de Gdynia, com uma grande área asfaltada para guarda dos barcos, servida com 1 rampa de acesso à água. Ela se situava a mais ou menos 10 minutos de caminhada do Hotel, o que dispensava transporte. Pegamos os barcos alugados, fizemos nossas inscrições e medições. Tivemos alguns probleminhas quanto aos certificados de medição de nossos lemes próprios, os quais levamos do Brasil. A numeração dos certificados não condizia com a numeração do leme. Mas após alguns telefonemas e emails para o Brasil, tivemos o problema solucionado.

 

A organização do campeonato obrigava que os botes de apoio fossem divididos entre duas delegações. Dividimos o bote com o time de Portugal, o que propiciou uma parceria interessante para ambas as partes, pois tivemos a oportunidade de compartilhar experiências e idéias. Durante os dois dias de treinos afinamos todo o material, que por sinal não apresentava nenhum tipo de problema. Os barcos alugados eram de fabricação polonesa e de ótima qualidade.

 

 

A raia era um pouco afastada da saída da Marina, mas não tínhamos que velejar muito para alcançá-la. O vento era muito inconstante e um pouco rondado. A intensidade variava bastante, mas a grande maioria das regatas se realizou com vento muito fraco. Algumas regatas começavam com 10 knots, mas acabavam quase sem vento. As ondas eram relativamente grandes, como esperado em ondas de mar, mas ao mesmo tempo muito mexidas, o que dificultava um pouco a adaptação dos velejadores.

 

O grupo era formado por 4 velejadores, uma velejadora do Rio Grande do Sul e três velejadores de Santa Catarina. Eles rapidamente se enturmaram, e entraram num bom espírito de união. Em todas as tarefas se ajudavam e se esperavam, facilitando o bom desenvolvimento de nossas tarefas. Gostaria de salientar aqui a fundamental presença e organização de nosso Team Leader Piero Mazzaferro, que além de tomar a frente em toda organização da viagem, esteve sempre muito presente em todas as atividades do grupo, ajudando muito nas tarefas e sempre com muito zelo pelas crianças. Nos 10 dias que passamos lá, o clima foi muito tranqüilo e divertido. Chamo a atenção para excelente educação das crianças que representaram nosso país de forma exemplar e respeitadora.

 

As flotilhas eram separadas em masculina e feminina, mas o que não diminuíam o nível de nenhuma das partes, devido ao grande número e qualidade dos velejadores europeus. No masculino foram 139 velejadores e no feminino 93, ambas eram separadas em baterias. Durante as regatas os quatro velejadores demonstraram estar com muito bom nível técnico. Nosso velejador Diego Montautti ficou com a segunda colocação. Gaetan Labi começou o campeonato não muito bem, mas se recuperou ao longo deste acabando a competição na 26ª colocação. Leonardo Mazzaferro fez o caminho inverso, começando muito bem mas caindo um pouco no final e terminou a competição em 37º. No feminino Daniele também não começou bem, mas assim como Gaetan conseguiu se recuperar e encerrou o campeonato em 29º.

 

  Avalio estes resultados como sendo muito bons para o Brasil. Sempre queremos mais, mas o que importa é que isto demonstra que nossos velejadores estão melhorando tecnicamente e cada vez se aproximando mais de bons resultados. Acredito que tenha sido uma ótima experiência para todos, inclusive para mim como técnica e agradeço a oportunidade. Com certeza estamos trazendo muitos aprendizados e novidades para serem compartilhadas com os demais que aqui ficaram o que enriquece nosso caminho na vela.

 

No dia 17/07, começamos nossa viagem de volta ao Brasil com o mesmo itinerário que fizemos para ir. Nossa viagem foi tranqüila e sem problemas.

 

Agradeço por fim a todos os pais, que me concederam à confiança de seus filhos.

  

Atenciosamente,

 

 Martha Rocha

 

 Técnica da Delegação Brasileira

 

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