Campeonato Mundial da Classe Optimist 2007

Cagliari – Itália

 

Relatório

 No dia 17 de julho, parti de Porto Alegre rumo a Cagliari na Itália, com parada no Rio de Janeiro, onde encontrei os outros membros da equipe brasileira, Aldevio Leão, Roberta e Breno Abdulech, Lucas e Caio Swan. Fizemos um vôo com Air France muito bom, porem todos ficamos cansados pela distancia e tempo de viagem. Já em Cagliari, no dia 18 encontramos nosso Team leader Maurizio e o velejador Carlo Mazzaferro. A primeiro momento,  já ficou bem nítido o que encontraríamos dali para frente no campeonato, uma cidade muito pequena com pouquíssimas opções de restaurantes e muito calor e sol. Felizmente o hotel era bem proximo ao clube sede do campeonato. E quando falo de clube, me refiro a uma rampa de acesso a água, um paliteiro para as velas, armários de madeira aglomerada  montados na hora e uma pequena casinha onde ficava a secretaria do evento.

 

No outro dia pegamos os barcos alugados para montarmos o material. Foram três Nautivela e dois Nordest, todos com mastreação optimax. As velas dos meninos eram todas Olimpic. Com a ajuda sempre muito ativa do nosso team leader, conseguimos logo resolver os tramites de barcos, bote e combustível e fomos logo para água.

 

O treino em água foi muito produtivo. O vento era sempre de direção sul ou sudeste e variava entre 4 – 10 knots na maioria do tempo. Nosso pessoal teve bastante dificuldade para se adaptar as ondas grandes e picadas. Não eram ondas do tipo vagalhões de mar, eram ondas profundas e bem remexidas. Após os primeiros dias de treino, o velejador Lucas (Supla)  demonstrou que teria muita chance de uma boa classificação no campeonato. Ele tinha velocidade bem além dos demais velejadores do Brasil e nas regatinhas treino com outros países também mantinha as boas colocações.

 

Usamos os treinos anteriores às regatas para se adaptar as condições da raia e conhecer os ventos freqüentes naquela região. A meu ver, a raia de Cagliari não era nada misteriosa e cheia de “pegadinhas”. Uma raia simples de se entender, principalmente com o tempo de treino que tivemos e a ajuda de um velejador local para nos explicar as tendências de previsão de tempo. Sempre existem dois tipos de vento mais freqüentes. Um que vem do mar de direção sul, mais constante e de intensidade moderada, podendo ter ondas relativamente grandes. Ou um vento de terra chamado Mistral, de direção norte. Este sim, vindo de terra com intensidade forte e grandes variações de direção, até mesmo pela proximidade de terra.  Em alguns dias também tivemos a ocorrência de uma maré bem visível e sem braços ao longo da raia.

 

Como sempre, a organização do campeonato obrigava que os botes de apoio fossem divididos entre duas delegações. Durante os treinos tivemos um bote alugado somente para nós, mas quando começou a competição dividimos o bote com o time de Portugal. O bote pertencia ao time português e fizemos o acordo de pagar somente o combustível, o que deve ter sido uma economia com aluguel. Entretanto, fica de aprendizado para os próximos eventos de sempre tentarmos combinar melhor este esquema do bote que irão levar ao campeonato. A meu ver o barco de Portugal era velho e com sinais de mau uso. Esvaziava ao longo do dia e não tinha um motor adequado para rebocarmos todos os velejadores no caso de uma emergência. Além do mais, acho interessante pensarmos em começar a dividir o bote com outras delegações. Sei que è quase um costume dos últimos anos fazermos a parceria com Portugal, mas acredito que estas oportunidades servem também para troca de informações, coleta de dados, novos horizontes de parceria de treinos e etc, portanto talvez seja tempo para novas experiências.

 

A raia era bem próxima do clube e em alguns dias de vento forte, fizeram as regatas mais próximas ainda. Quanto a vento, o campeonato pode ser dividido em duas etapas. A primeira de ventos moderados a bem fracos. O vento do mar como dito anteriormente. Nesta etapa a maioria de nossa equipe demonstrava maior facilidade para navegar. Claro que sempre existia a dificuldade natural de uma regata de mundial, mas tirando os erros de largada e posicionamento perante a flotilha se via que nossos velejadores faziam o que queriam com seus barcos. O Supla estava muito veloz e trabalhava nas rondadas com maestria. Tanto é que se encontrava na terceira colocação e reais chances de lutar pelo primeiro. Porém, tudo isso não se repetiu quando o vento aumentou. Com exceção de Carlo que navegou muito bem com o vento mais forte, mas infelizmente repetiu falhas que já havia cometido como um OCS numa das largadas, nossos velejadores ficavam visivelmente cansados e seus barcos não obtinham nem de perto o rendimento que deveriam. Em minha opinião, nossos meninos nem são pequenos em tamanho e peso para que isso acontecesse, muito pelo contrário, estão todos dentro de um tamanho considerado ideal. Todavia suas preparações físicas deixam muito a desejar e também não devem ser acostumados a navegar em locais de vento. Nessa historia toda, Supla que ocupava a terceira colocação passou em um único dia para 50, melhorando para sua colocação final de 21 quando ocorreram no último dia mais duas regatas de vento fraco, nas quais ele tirou um 4 e um 3.

 

É preciso falar que gostei muito da vontade de melhorar do grupo todo. Durante todo o evento, mesmo com resultados não satisfatórios, todos iam para as próximas regatas realmente buscando algo melhor. Matheus me surpreendeu mesmo enquanto o vento forte ainda soprava e fez seus melhores resultados. Caio além de driblar uma dor de garganta e febre no início da competição, conseguiu obter um 6 lugar numa regata difícil com largada bem tumultuada devido à maré que pressionava os velejadores. E Breno apesar de novo em idade também entendeu sua missão de aprendizado para o futuro e não desistiu de regatas nas quais com muita dificuldade, após afundar e virar conseguiu deixar o barco em pé para cruzar a linha de chegada.

 

Após este campeonato com os optimists, preciso chamar atenção para aspectos que acredito serem fundamentais para nossa melhora em resultados. Primeiro, precisamos passar a idéia aos nossos velejadores que a prática de um esporte é saudável e traz benefícios a saúde desde que praticada de forma adequada. Ou seja, para o bem estar postural e um desenvolvimento fisiológico sadio, nossas crianças devem ter um acompanhamento de preparação física paralelo aos treinos em água. E digo por experiência própria com meus antigos alunos, que isso pode ser incluído aos treinos semanais e feito pelo próprio treinador, desde que este possua o conhecimento necessário. Gosto sempre de lembrar aos velejadores que uma boa preparação física pode não ser o que te faça ganhar regatas, pois o que define normalmente são as técnicas e táticas em relação ao vento e ondas. Mas com certeza, a sua preparação física ruim pode ser o que te faça perder, uma  vez que se estiver cansado e não escorar num dia de vento mais forte, dificilmente irá conseguir desenvolver dentro do barco toda sua técnica e tática. Normalmente as crianças têm uma boa aceitação a essas idéias se tratadas de maneira adequada, a preparação física com grupos de crianças é sempre de maneira divertida e motivacional. Além disso, costumam se sentir mais preparadas e psicologicamente ficam mais fortes.

 

Outro aspecto que temos que prestar atenção é em relação às largadas de nossos velejadores. Era sempre a mesma história, ou largavam mal ou escapados. Era muito difícil se manter na linha no lugar adequado e manter sua posição. Precisamos encontrar alguma maneira de preparar melhor nossos velejadores para largadas de muitos barcos.

 A comissão de regatas fez uma opção bem audaciosa para evitar tantas largadas prematuras. Ao invés de darem uma largada com bandeira papa, primeira substituta, uma segunda largada com índia, primeira substituta e então partir com bandeira preta, eles optaram por se fazer respeitar a regra bem antes. Desde que a maioria dos velejadores fosse anotada quando quebrassem a regra de um minuto, nunca era colocada chamada geral para uma nova largada. A idéia deles era que os velejadores nunca respeitam a bandeira índia, pois sempre esperam que tenha uma nova largada caso todos queimem. O resultado disso foi que na primeira largada do dia houve muitos OCS, mas nas largadas dos grupos seguintes, o número de barcos escapados foi visivelmente reduzido. Logicamente esta tática muitas vezes prejudica velejadores que tentam permanecer na linha sem infringir as regras, entretanto a CR ganhou realmente mais respeitabilidade e conseguiu realizar as regatas sem que várias tentativas de largadas fossem necessárias.

 

Por fim, a meu ver, para que comecemos a obter resultados mais satisfatórios em relação à colocação dos velejadores, acredito que uma idéia deve estar clara para todos os envolvidos na classe optimist. Apesar de serem crianças, quando se trata de campeonatos nacionais e principalmente internacionais, estamos falando de alto nível. Logicamente  que todas as etapas de desenvolvimento físico, cognitivo e psicológicos deles devem ser respeitadas, evitando uma profissionalização precoce, mas por outro lado, temos que incentivá-los e principalmente buscar meios de desenvolvê-los mais técnica e tacticamente. É visível que estamos em desvantagem nesses aspectos em relação a outros países. Minha opinião é que os jovens devem sair do optimist o mais preparados possível e com uma idéia nítida do que é ser um velejador de bom rendimento. Isso não só traria benefícios à classe, como também ajudaria muito nas etapas pós optimist.

  

Bom para encerrar, gostaria de agradecer profundamente a ajuda de todas as pessoas que estiveram nessa viagem, Maurizio, Stefania, Roberta e Aldevio que fizeram sempre muito mais do que o esperado e tornaram nossos dias muito mais produtivos e fáceis. Também é importante citar a conduta impecável de nossos velejadores, sempre muito respeitosos, educados e amigáveis. Todo nosso grupo trabalhou perfeitamente como uma equipe.

 Obrigada pela oportunidade e responsabilidade a mim concedidas. Gostei muito de conhecer melhor todos da equipe.

Um grande abraço a todos,

          Martha Rocha 

 Técnica

 

Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2007.

 

Sexta feira dia 3, por volta das 9 da manhã chego em casa. Exatamente 24 horas após deixarmos o hotel em Cagliari. Mais um Mundial terminado. O meu segundo em 7 meses e pouco, pois no Uruguai cheguei dia 1 de janeiro.

Foi um Mundial perfeito sobre todos os aspectos. As viagens foram tranqüilas, sem atrasos, bons quartos de hotel para a galera com TV, ar e frigobar, bons jantares antes e durante o campeonato, café da manhã fraco, mas nada que os 12 croissants que o Supla comia pela manhã abalasse a equipe.

Maurizio um monstro, assim como o Capurro no Uruguai, a melhor coisa do mundo é termos um country do país, falando perfeitamente a língua e com muitos conhecimentos.

A Roberta, mãe do Binho, sempre atenta aos lanches, água, fundamental para aliviar o sofrimento da galera com aquele sol escaldante.

Com a chegada da Stefania o time estava completo e tudo era previsto e resolvido. Perfeito.

Martha super ágil em todos os momentos, nunca deixando a bola nem quicar.

Mundial não é fácil não Amigos, são os 5 melhores de 56 países. Sabe lá o que é isso?

O cheiro de adrenalina no ar é constante e impregna a todos que ali estão.

A marina, como a Martha bem citou era exatamente a sua descrição. Sem lugar para ficar, marcamos nosso território em baixo de um container, onde comíamos, fazíamos as reuniões e passávamos o tempo nos protegendo do sol.

A equipe das 5 feras fantásticas, tranqüilas, bem compenetradas no campeonato e a maioria marinheiro de primeira viagem, fora o Carlo, se notava que o nervosismo estava presente.

Foram fantásticos. Na primeira reunião avisei a todos o que já havia presenciado no Uruguai. A galera não dá chamada geral, largam e o que dá para pegar eles pegam e mandam ver. Parece que não levaram muita fé neste meu toque pelo número de escapadas que demos no campeonato.

O que mais doía era ver essa garotada andando 4 regatas num dia de 20 a 22. Estava na rampa entregando os carrinhos para eles e recebi o Caio totalmente exaurido, o Supla não agüentava nem andar, o mais tranqüilo foi o Matheus até pelo seu porte físico. Ou seja, todos foram sensacionais.

Os resultados foram aquém do esperado? Com certeza que sim. Mas eles cumpriram a parte deles perfeitamente, quem não cumpriu novamente foram nós os dirigentes e o conselho com os capitães e coordenadores.

Estamos a algum tempo insistindo em um erro que só vai nos deixando muito além de onde poderíamos estar. Neste ponto os países de ponta estão há anos luz de nós.

Vejamos o que quero dizer com isto. Temos um estatuto defasado com relação a realidade atual do optimist. Como já tinha escrito em meus pareceres do Mundial do Uruguai, só teremos um campeão mundial por pura sorte de termos o garoto certo na hora certa. Por trabalho de equipe, por planejamento nunca alcançaremos isto.

Primeiro pelo tamanho do Brasil, um país enorme que fica difícil juntar a galera para maiores treinos e competições. É inacreditável o número de campeonatos que tem na Europa durante o ano. Saíram do Mundial e foram direto para Espanha correr um campeonato.

2º, nosso calendário que após um brasileiro em janeiro fazemos uma seletiva em maio restando apenas 1 mês e poucos dias para o embarque da equipe para o mundial e outros campeonatos, não há tempo para nada, a maioria se conhece no aeroporto, assim como os técnicos. Realmente fica complicado.

3º, nosso antiquado estatuto que faz o rodízio dos campeonatos em norte-centro-sul-centro-norte, não importando em nada o que o próprio estatuto diz que a raia do brasileiro deva ser a mais parecida com a do próximo mundial. Termos um mundial no Rio da Prata e fazermos um brasileiro em Fortaleza acaba com quaisquer esperanças de bons resultados para aquele mundial. Nossa equipe enorme e pesada competindo com garotada pequena e leve como foi o caso dos alemães, singapuras, peruanos. E já no ano seguinte com um mundial em Cagliari, mar aberto, previsão de vento fazermos um brasileiro em Brasília. Atenção, nada contra ninguém só que está tudo errado. Vejamos o ano de 2008, alguém sabe onde será o mundial, qual a previsão de vento, maré e ondas. Pois é, será na Turquia com previsão de 20 a 22, 24. Mar aberto com certa corrente e ondas. E onde faremos nosso brasileiro? Isso mesmo no Lago de Itaipu. Se ventar de 12 a 15 que mesmo sendo um ótimo vento, não escolherá a equipe certa para representar o Brasil. Serão pequenos e sem preparo para a Turquia. Vamos ver se pelo menos tenhamos um lugar condizente com o mundial para a seletiva.

4º, o grande problema dos técnicos. Como já sugeri anteriormente é de suma importância que a ABCO tenha um técnico permanente. Que vá a todos os internacionais e nacionais, que possa repassar seus conhecimentos para todos os técnicos que aqui ficam. Hoje é assim que os grandes times agem, não existe esta frenética troca de técnicos como fazemos. A equipe volta que foi com o técnico x, y ou z e acaba tudo, nada de relevante é passado para outros técnicos. As novidades que aparecem ano a ano na classe só podem ser acompanhadas por um técnico que possa estar presente em todos os campeonatos. Agora mesmo na Itália foi feita uma festa para comemorar os 25 anos do técnico da Itália. É meus Amigos, 25 anos. Enquanto mantivermos esta mentalidade de querer levar os técnicos de nossos filhos e fazermos campeonatos em nossos estados sem nada ter haver com os mundiais, teremos estes resultados.

5º, termos regionais como foi o caso agora do Norte Nordeste com 25 barcos e como, com certeza, será o Sul Brasileiro sem nada ter de chamativo para a presença nestes campeonatos, continuaremos dependendo exclusivamente da região sudeste, ficará muito difícil para criação de novas flotilhas e interesse geral para estas regiões. Temos que ter algo que chame as pessoas para estes campeonatos. Dei sugestão que fossem criadas mais 30 vagas sendo 10 distribuídas em cada regional. Isto faria um movimento na classe, mas fui interpretado que isto só beneficiaria o Rio de Janeiro, que hoje é o que mais leva velejadores para os brasileiros. Para quem teve este pensamento só lamento, pois já desistiu antes de brigar, inovar para fazer crescer o optimist em seus estados.

Parabéns Caio, Carlo, Binho, Matheus e Supla por seus esforços e dignidade com que competiram, o meu maior agradecimento a Stefania e Roberta pelo companheirismo e ajudas indispensáveis e um beijo todo especial em meus parceiros de equipe, Martha e Maurizio que foram perfeitos e insubstituíveis.

Aldevio

 

 

 

 

COMEÇAR A LER POR ORDEM NUMÉRICA, OK?

12 - 01

TERMINOU COM APENAS 2 REGATAS HOJE DE VENTOS DE 8 A 12

SUPLA em 21 c/ 8, 12, 3, 12, 3, 38, 24, 21, 34, (OSC), (OCS), 4 e 3.

CARLO em 91 c/ 25, 19, (OSC), 49, 51, 3, 9, (OCS), 13, 20, 14, 55 e 73.

MATHEUS em 108 c/ (54), 40, (51), 33, 40, 26, 47, 24, 19, 36, 24, 34 e 37.

CAIO em 114 c/ 31, 45, (BFD), 43, 35, 64, 25, OCS, 23, 33, 26, 6 e 41.

BRENO em 191 c/ 74, (DNF), 54, 71, 38, 59, 63, 49, 18, 41, 40, (76) e 41.

 

A SUMULA COMPLETA TÁ EM http://www.optiworld.org/ioda-news.html

               

 

11 - 29 

HOJE FOI REALMENTE DIA DE FOLGA. ENTROU O FAMOSO MISTRAL POR VOLTA DAS 2 DA TARDE.

SAÍMOS PELA MANHÃ PARA UM RELAXAMENTO NA ÁGUA. TREININHO BÁSICO.

SAÍMOS FORA QUANDO O VENTO AUMENTAVA CHEGANDO A 30, 35. TUDO BRANCO.

AMANHÃ PREVISÃO DE 20 A 25. TOMARA Q NÃO.

EM 3 DIAS APENAS 5 REGATAS. VAMOS AGUARDAR.

 

10 - 27 - por Maurizio,

Olá amigos,
 
hoje saimos mais tarde por falta de vento e tivemos a primeira regata com vento fraco. Regata longa com rondada para direita de 20 graus. O Supla acertou todas de novo e chergou em terceiro. Varios velejadores de ponta levaram um "balde" . Com este resultado o Supla está em terceiro geral no campeonato apenas 8 pontos atras do lider neozelandes e do chileno Benjamin. O quarto colocado tem quase trinta pontos a mais.
 
O Carlo largou encostrado na comissão mais uma vez escapado com bandeira India, ouviu seu numeral ser anotado e voltou para largar de novo, em seguida tomou logo uma bandeira amarela e conclui perto de 50. Caio e Matheus velejaram juntos. Caio concluiu em 34 e matheus em 40. Binho ficou em 37.
 
Em seguida foi dada largada a duas baterias que não concluiram o contravento em 30 minutos. Bandeira November  e todos para casa.
Estamos fora da regata por equipe de amanha juntamente com Perú Estados Unidos e Chile!
Não teremos o dia de descanso por conta do atraso no programa de regatas.
 
 
Abraço.

 

9 - 26 - Depois de um vendaval ontem, hj o vento sumiu. Uma merreca de um terral que começou com 9 caiu para 7, 5 e parou no 4. Sufoco geral. Além de tudo muitos escapados. Em uma de nossas reuniões avisei aos nossos q aki é diferente. Não dão chamada geral e anotam o que vêem e mandam em frente. A galera pega confiança q vai ter geral e dança. segundo a Marthinha a galera não está conseguindo se concentrar a contento perdendo várias posições por bobeira. Todos estão bem, de saúde e bem alegres. A comida está bem razoável para campeonato na Europa. As velerias Olimpic, J Sails, Tony Tió e Euro Sails estão com estandes montados além de 2 lojas italianas e o stand da Nordest/Optiparts que deixa a galera louka para consumir. Hoje foi a primeira reunião oficial da IODA, algumas propostas estão sendo feitas com relação que as meninas tenham mais vagas em equipes. Vamos ver no q dá. Galera é isso aí, vou indo, aki já são quase onze e amanhã tem mais. A porra da rede caiu de novo, vou ver se salvo esta.

8 - 24 - Nada acontece, o mesmo vento merreca, um sol de matar, nossa sala de reuniões embaixo de um contêiner continua bacana. Ontem teve a abertura, fomos de onibus do hotel até o Yatch Club de Cagliari. Desfilamos, nos deram uns pãezinhos recheados com miolo e viemos embora. A galera está toda ótima 100 problemas. Agora deve tá rolando a regata de abertura. Informo + tarde.

7 - HOJE 21 - Mesma rotina. Toda a galera já chegou. Desceram com merreca e aumentou dando um bom treino entre 12 e 15. Ficaram cerca de 4 horas na água. É bom que o Brasil aprenda a fazer campeonatos como este daki. Vejam q espetáculo, os ares não funcionam, não tem galera de rampa, cada equipe que se vire, gasolina só a 2 milhas de bote, Cafe da manhã, ah isso eu boto uma foto amanhã. GOOD NIGHT.

6 - FALA - Infelizmente ontem após bater todo o relatório do dia, a lentanet daki caiu e não mais se levantou, ou seja tudo pro c...ucuia. Ontem tivemos um dia movimentado, as 10:30 fizemos a medição deixando as 3 velas q faltavam para depois. Tudo certo. Foram para água com uma total merreca. Esteve nos ajudando um velejador ilheu q o Maurizio arrumou por aí. Deu boas dicas para a Martinha. Merrekasssso total. Ao voltarem a galera da Olimpic já estava na área e pegaram as vela e conseguiram medir na própria sexta. Sem pendências tudo certo cabeça tranqüila. Jantamos no próprio restaurante do hotel e os PTs foram apresentados a uma nova comida da Itália. Nunca tinham visto uma tal de PIZZA. Eu tb não. Veja como comeram:

5 - BARCOS - Nos foi dados 2 Nordests e 3 Nautivelas, todos novos, maravilhosos. Mastreação MKIII. Fizeram um sorteio pois 4 queriam Nautivela e apenas o Binho Nordest. Zerinho ou um sobre o meu comando e o primeiro que dançou foi o Carlo que ficou com o outro Nordest. Como a Olimpic só chegará no sábado a noite e o Matheus e Binho não trouxeram velas, o Maurizio arrumou emprestadas com a Holanda e com o Benjamim que emprestou para o Matheus uma Olimpic nova, zero zero, viu galera como é bom fazer para depois poder receber? Todos montaram seus barcos, reunião com a Martinha e comigo, fizeram um lanche básico na lanchonete da marina e foram para água. Merrequinha, 5 a 7. Devem estar voltando.

4 - MANHÃ - Acordamos todos as 8:30. Matheus trancou o quarto com a chave dentro. Sufoca até achar uma arrumadeira com a cópia. Tomamos café da manhã, muito fraco, mas muito mesmo, e fomos para a marina. A 100 metros do hotel.

3 - HOTEL - Finalmente. A alegria de todos pela chegada. O Maurizio e o Carlo tinham chegado meia hora antes de nós vindos da Grécia. Pegamos os quartos, Carlo e Supla, 258, Caio e Matheus, 257, Binho e Roberta, 262, Martinha, 167, Maurizio, 266 e eu no 270.

Todos alojados banho tomado fomos jantar numa pizzaria no próprio hotel. Bom, bonito e barato. Cama prá todos.

É um bom hotel, bem de veraneio mesmo, no meio do nada. Uma pequena marina na frente.

2 - VIAGEM 2 - A viagem muito longa, quase ninguém dormiu, ainda por cima cada poltrona tinha um monitor e no braço da cadeira um joystick e vários jogos, aí já viu né? Jantar e café honestos, todos se alimentaram bem a noite. Eu e o Caio fizemos um assalto nas madrugas na cozinha do avião. Sandubas e refris.Chegada em Paris aí começou a canseira. 5 horas de espera para o vôo para Cagliari. Fila imensa. Chegamos em Cagliari e não encontramos a van do hotel. Liguei para o Maurizio e tudo certo. Muito cansativo mesmo e mais o fuso de 5 horas para frente.

1 - VIAGEM - Nos encontramos no Galeão, as 4 feras, a Martinha, Roberta e eu. No check-in a Air France criou caso com as velas do Supla e Caio. Queriam cobrar 400 dólares por cada. Pois bem tiveram que dobrar e colocar na mala. As velas estão perfeitas. Vôo no horário, tudo certo.

 

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