27/02 - 21:48
| 1 | GER11861 | Julian Autenrieth | 72 | 42,00 | J-Sails Classic | Cross | MK-3 |
| 2 | SIN33 | Griselda Khng | 74 | 43,00 | Toni Tio Radlial Heavy | Radial | Giulietti |
| 3 | ECU136 | Edgar Diminich | 90 | 55,00 | Olimpic Radial Ray | Radial | Black Gold |
| 4 | PER284 | Stephanie Zimmermann | 95 | 45,00 | Olimpic Radial Ray | Radial | Black Gold |
| 5 | MAS81 | Rufina Tan Hong Mui | 95 | 45,00 | Olimpic Radial Medium | Radial | Black Gold |
| 6 | NZL4216 | Marcus Hansen | 107 | 45,00 | Olimpic Radial Ray | Radial | Black Gold |
| 7 | ECU118 | Jonathan Martinetti | 121 | 50,00 | Olimpic Radial Ray | Radial | MK-3 |
| 8 | CHI284 | Benjamin Grez | 140 | 38,00 | Neo Sails Chile | Cross | Black Gold |
| 9 | ITA6784 | Leonardo Dubbini | 148 | 48,00 | Olimpic Blue Ray | Cross | Black Gold |
| 10 | SIN55 | Russell Kan | 150 | 40,00 | Olimpic Radial Medium | Radial | Giulietti |
| 11 | BRA3036 | Diego Montautti | 153 | 52,00 | Toni Tio Radlial Heavy | Radial | Black Gold |
| 12 | SIN11 | Sean Lee | 160 | 43,00 | Toni Tio Radlial Medium | Radial | Giulietti |
| 13 | SIN22 | Rachel Lee | 165 | 40,00 | Toni Tio Radlial Medium | Radial | Giulietti |
| 14 | JPN1145 | Haruka Komiya | 170 | 42,00 | Olimpic Radial Medium | Radial | Black Gold |
| 15 | SIN77 | Timothy Seet | 172 | 50,00 | Olimpic Radial Ray | Radial | Giulietti |
| 16 | URU320 | Manfredo Finck | 186 | 52,00 | Olimpic Blue Ray | Cross | MK-3 |
| 17 | ARG2987 | Gaston A. Bisio | 189 | 51,00 | Olimpic Blue Ray | Cross | MK-3 |
| 18 | ARG2645 | Magali Damitio | 193 | 48,00 | Zaoli Sails Italia | Cross | Black Gold |
| 19 | ECU131 | Arianna Villena Palau | 211 | 50,00 | Olimpic Radial Ray | Radial | Black Gold |
| 20 | SWE4138 | Adam Johansson | 211 | 48,00 | J-Sails Classic | Cross | Black Gold |
| obs: todos os barcos são Rio Tecna | |||||||
24/01 - 21:48
Reflexões de um Country sem filhos e família,
totalmente focado no Campeonato.
( 1ª parte )
Finalmente depois de 23 dias viajando por dois dos maiores Campeonatos do mundo regressei ao Rio. Que saudades, como é bom estar em casa novamente.
Foram 23 dias totalmente ligados ao OP entre clubes, cartolas, inúmeras horas de reuniões, festas, hotéis, aeroportos e muito mais.
Realmente muito cansativo, mas agora vejo a importância deste sacrifício de ter participado destes dois eventos quase que simultaneamente.
Saí do Rio em direção a Montevidéu no dia 1º de janeiro, praticamente dos fogos da Av. Atlântica para o aeroporto, passei pelo Rio no dia 10 para assistir a posse dos amigos Lars, Reinaldo e Alan no ICRJ e embarquei no final da tarde com meu caçula Pepê para Brasília.
Cidade agradável Montevidéu. Bom clima, tranqüila, sem transito, não sei se era por causa da data mas achei a cidade com muito pouco movimento. Olhava para os prédios e estavam sempre com as janelas dos apartamentos fechados.
Todos os táxis são os nossos celtas, pálios a diesel. Pois é, fabricamos e exportamos. Não podemos usar. Mais uma do Brasil.
Não vou falar muito sobre as regatas, velejadores, times mas algo geral sobre o Brasil e sobre as coisas que mais me tocaram e impressionaram. Coisas que participando pela primeira vez de um campeonato mundial me chamaram muito a atenção. Coisas que me fizeram começar a repensar no nosso esporte como um todo, mas até agora a conclusão que tenho é que mudanças se tornam impossível perante nossa cultura, sistema e modo de vida.
O profissionalismo está imperando sobre todos os aspectos nos times de ponta como Singapura, Malásia, Alemanha, Japão, Itália, Equador. Vi coisas e mais coisas e o que mais me chamou a atenção foi o time de Singapura.
Equipe totalmente concentrada no campeonato. Minha mania de madrugar não mudou no campeonato, acordava sempre por volta de 6 horas ou até mesmo antes.
No quarto ou quinto dia quando voltava ao hotel por volta das 7:20 da manhã, tinha saído para comprar jornais, velho hábito de comprar os jornais locais, me deparei com o time de Singapura saindo do hotel. Os 5 velejadores e dois acompanhantes. Todos uniformizados. Foram para o praça em frente ao hotel e começaram uma leve corrida em volta da praça. Os sete. Fiquei folheando o jornal na porta do hotel de olho neles. Após 4 voltas na praça todos se reuniram e se encaminharam para o hotel. No grande looby do Radisson começaram a fazer alongamento. Cerca de 15 minutos acompanhado pelas ordens de um dos acompanhantes. Chegou o técnico, um peruano gente boa, garotão muito falante e todos se reuniram a sua volta e começou uma reunião que era traduzida por um dos acompanhantes. Mais 15 minutos e todos se dirigiram ao restaurante para o café da manhã. Todos na mesma mesa. Pareciam seguidores de uma seita, não se ouvia praticamente nada de conversa. Quando muito era o técnico peruano que falava. Terminado o café todos se dirigiam ao elevador e se reuniam novamente no saguão para pegar as conduções disponibilizadas pelo campeonato para levar-nos ao clube.
Todos uniformizados iguais, com a mesma mochila, do mesmo tamanho.
Agradável viagem até o clube, 15 a 20 minutos pela orla do Rio da Prata em ônibus que para nós do Rio os consideraríamos piratas, aqueles que não são legalizados e que fazem transportes clandestinos.
Neste dia embarquei com eles para o clube no mesmo ônibus continuando minha “espionagem”.
Ao chegarem todos foram para a área onde estavam os barcos, vizinhas a do Brasil. Desviraram os barcos e todos se dirigiram para os paliteiros para pegarem os mastros. Sim só os mastros, pois diariamente eles desmontam as velas. Tive duas versões para este procedimento, medo que façam algo com suas velas e a outra talvez a mais lógica é que quando se desmonta e monta-se no dia seguinte se verifica todas as condições da mastreação, velas e cabos. É pode ser.
Eles tinham 15 velas em estoque, ou seja 3 para cada velejador. O time este dia estava com 4 Toni Tió radiais e uma Olimpic também radial.
Antes dos velejadores regressarem com os conjuntos mastreação/velas um dos acompanhantes com um alicate de pressão e chave de parafuso deu uma geral em todos os parafusos dos barcos. Enoras, encaixes de lemes tudo que pudesse apertar e verificar. Quando chegaram para colocar os mastros nos barcos reparei que todos usavam mastros Giulietti, retrancas Black Max da Optiparts, impressionante a grossura das retrancas, e espichas para os mais leves MKIII para os médios Black Gold e para os pesados Giulietti.
Ao voltarem da água poucas vezes os vi reunidos com a galera, na piscina, jogando futebol ou totó e até mesmo comendo no bandejão. Desmontavam as velas, colocavam nas capas e iam para o hotel, se comiam não vi. Também não vi nenhum acompanhante que não fosse do time perto dos velejadores ou da equipe técnica.
Hoje tenho a forte convicção que o Brasil não tem nenhuma chance de se tornar Campeão Mundial. Temos chances sim, com algum velejador que apareça que ganhe sozinho o Campeonato com uma performance perfeita e alucinante. Nisso somos muito bons em fazer. E já vi isto acontecer em vários esportes inclusive na vela como me relatou meu amigo Penido nas olimpíadas de Moscou em 80.
Acharam muito radicalismo de minha parte? Talvez, mas vamos aos fatos.
Nós brasileiros somos de natureza um povo que gosta de festas, de comemorar de confraternizar. Eu pessoalmente sou inteiramente assim, adoro uma boa social, amigos, viagens e muito sol e praia. Búzios e Angra que loucura.
Começamos pelo nosso processo seletivo para ida ao mundial. Dois campeonatos que se somam e dão o resultado dos 5 felizardos a participar. São sempre os 5 melhores do Brasil? Com certeza sim. Mas este ano duvidei um pouco disto, pois sendo o campeonato numa data atípica mudou tudo. 6 meses faz realmente muita diferença para nós brasileiros. A galera está no auge da fome e descobrindo muitas outras coisas, às vezes até mais interessantes do que velejar.
Agora imagina esta época deste campeonato atropelando o Natal e Reveillon. É realmente demais.
O foco e o compromisso para um evento deste porte como é um Mundial tem que ser total. Ele não admite erros. São sempre os 5 melhores do mundo.
A concentração a dedicação passam do tolerável por nós brasileiros. Vai além do que estamos acostumados a fazer e ser.
Todas as nossas 5 feras e a maioria das outras em nosso Brasil são de classes mais privilegiadas com equipamentos entre os melhores do mundo, moram em confortáveis residências tem quartos com computador, ar condicionado, vídeo game, telefone celular, tv a cabo, internet banda larga, tvs de plasma. estudam em colégios tops de suas cidades, freqüentam os melhores clubes e tem um caminhão de amigos e amigas.
Já imaginaram um de nossos filhos sem nós num mundial, norte, sul ou europeu.
Inimaginável. No ultimo norte as vésperas do embarque fui obrigado a abandonar o time com 2 filhos indo participar. Angústia louca. Desespero total.
Este é o nosso diferencial para com os dos olhos puxados.
Se eles são melhores na água, parabéns para eles, mas nós somos muito melhores na vida, na família e em tudo mais que temos e vivemos.
Vamos para a seletiva escolher os novos 5 guerreiros que irão para a Itália em Julho e ver tudo novamente acontecer.
Espero que desta vez esteja entre os nossos alguém que confirme esta minha previsão seja que de maneira for.
Voltarei em breve com umas reflexões sobre o Brasileiro.
Abraços
Aldevio
19/01 - 09:36
Oi pessoal,
Tenho certeza que este Campeonato Mundial serviu muito para pensarmos no futuro das nossas equipes em campeonatos importantes.
Nossos velejadores tem velocidade e condições técnicas de competir com quaisquer outros. O Rio da Prata é um lugar particular, com ondas quebrando, ondinha chata, correnteza sempre variando, ventos de diferentes direções e intensidades que complicam para todos. Nenhum uruguaio ou argentino, acostumados às condições, andou na frente.
As condições de vento foram boas e variadas (houve de tudo). Nossa equipe teria gostado de ventos mais fortes. Mas no segundo dia, quando deu 20-22 nós, os resultados não foram bons. Acho que fizemos o que podíamos para ajudar os velejadores, mas faltou um pouco de motivação. Depois de dois ou três resultados ruins, fica difícil motivar quem tinha expectativa de andar bem e já no começo levou 2 ou 3 baldes. Erramos em alguma coisa. É difícil de entender um velejador que tira dois resultados entre os 10, e um 50 no mesmo dia.
Sem dúvida, o tamanho do Brasil prejudica o treino da equipe, não permitindo que o grupo conseguisse treinar junto, com bom número de barcos, em condições de raia parecidas às do campeonato, junto ao técnico da equipe. Mesmo se tivéssemos com antecedência, à disposição da equipe, 5 barcos e um inflável, em um lugar escolhido, ficaria bastante caro.
Pessoalmente, acho que ficou demonstrado que o sistema atual, de Brasileiro e Seletiva, deve ser mantido. É fundamental para termos uma equipe com melhores condições.
Tem que se pensar, para tentar melhores resultados em mundiais, em mandar a mesma equipe ao Norte-americano e/ou Europeu. Os países que estão na frente, mandam os mundialistas a todos os campeonatos importantes.
Os materiais dos da frente foram variados, velas e mastreações de varias marcas. A diferença está na técnica, foco e momento dos velejadores. Pela manhã, enquanto custava a acordar alguns dos nossos, a equipe de Singapura tinha dado 3 voltas na praça da frente do hotel e estava alongando. Claro que são dois extremos, mas quem sabe uma postura intermediária pudesse trazer benefícios.
Sugiro que, daqui para a frente, tenha um adulto em cada quarto, não deixando velejadores alojados sozinhos.
Quanto ao grupo em Montevideo, o fato de termos um grupo muito grande (tínhamos 5 velejadores, 9 pais/mães, 5 irmãos, técnico e country), acho pode haver prejudicado um pouco a concentração dos velejadores. Devido à nossa forma de ser, quanto menos chances de sair da rotina, de não descansar ou de dormir tarde, melhor.
Por outro lado, o grupo do Brasil esteve unido; ninguém atrapalhou ou reclamou de coisas não relevantes, permitindo momentos de convívio muito legais. Foram muitos dias juntos, sem nenhum problema. Maurizio e Stefania sempre ajudando e analisando correnteza, ventos, e trocando informações por radio com Leonardo Santos. Nelson sempre positivo, motivando, buscando de várias formas empurrar os velejadores para a frente, sempre de bom astral. Piero, enquanto esteve, como sempre disponível para ajudar no que fosse possível. Aldevio, apoiando e animando a todos. Como no Uruguai existe lei proibindo fumar em lugares fechados, estava sempre fora; deu para encarar. Fabiana achou umas ofertas ótimas. Foi muito importante os cuidados das respectivas mães quando Carlo, Leonardo e Gaetan passaram mal.
Acredito que para facilitar, os familiares que acompanham deveriam se hospedar em hotel diferente da delegação, tal como aconteceu no Sul-americano de Buenos Aires. Nós acompanhávamos no clube, mas não interferíamos em horários e rotina.
O fato do campeonato ter sido realizado no clube onde me criei, facilitou a resolução de alguns problemas. Além disso, os uruguaios gostam dos brasileiros.
O campeonato teve algumas falhas: wireless, lanchonete, falta de barcos adequados para acompanhar as regatas. Na água saiu tudo bem; todos concordamos que foi um campeonato muito bom. Participaram 228 velejadores de 50 países, o segundo campeonato na historia em numero de participantes.
Os meninos fizeram muitos novos amigos, foi um campeonato com muitas meninas o que o fez mais belo. Nas primeiras posições sempre estiveram Rufina, Griselda e Stefany, que velejam demais. O alemão, começou com tudo e terminou brilhante. Foi unanimidade que mereceu o título. O 11o lugar do Diego foi muito bom, ficou a certeza de que poderia ter sido melhor.
Acho que no balanço geral correu tudo bem, mas sem dúvidas, o grupo tinha potencial para ter trazido melhores resultados. No Brasileiro e Seletiva, os cinco mostraram que tinham condições similares.
A ajuda da FBVM e do COB foi fundamental, pois mesmo o campeonato sendo perto, e num país barato, acaba sendo sempre caro.
Tentei ajudar os velejadores e técnico no que me foi possível, resolvendo os problemas que foram surgindo.
Agradeço a confiança em mim depositada ao me nomear team-leader. Peço desculpas pelas falhas cometidas e muito obrigado aos parceiros do Campeonato.
Alejandro Montautti Capurro
Team-leader do Brasil - Mundial 2006
13/01 - 07:00

ESSE EXEMPLO DE DOENÇA INTERNACIONAL É QUE NOS DÁ ESPERANÇA
PARA FUTUROS CAMPEONATOS.

JULIAN E GRISELDA RECEBENDO AS HOMENAGENS AO VOLTAREM DA ÁGUA
DE CAMPEÃO E VICE-CAMPEÃ MUNDIAIS
09/01 - 21:00
Olá Galera,
Infelizmente durante minha estada no Uruguai não consegui acessar, devidas as péssimas conexões que tínhamos no hotel e no clube, para atualizar nossa página, passando para vocês o que estava ocorrendo no dia a dia de nossa delegação e do mundial.
Estou com um relatório praticamente pronto de tudo o que aconteceu e o mais breve que puder estarei publicando aqui para o informe de todos.
Que saudades da minha conexão de 4 gb da vírtua que tenho aki em casa.
Para adiantar aos mais curiosos o bi campeonato da Alemanha foi conquistado com a vela J Sails (também bi), mastreação MK III, o Julian velejou muito e mereceu este campeonato, a marcação dele em cima da Griselda na última regata foi fantástica, realmente um show de técnica e performance, por falar em Griselda ela realmente é um show de velejadora.
O Edgar, Stephanie e a Rufina foram shows em todas as regatas.
A equipe de Singapura só vendo a metodologia deles, o suporte e o foco no campeonato para entender porque eles estão onde estão. Vamos precisar ralar muito para chegar lá.
Diego fantástico chegando a estar em primeiro mas a escapada foi um grande balde de água fria na equipe. Levar uma preta depois de chegar em primeiro e assumir a liderança foi muito duro, entretanto o 11º na geral o premiou pelo esforço que fez por estes meses a fio anteriormente ao Campeonato.
Campeonato com ventos médios e muita onda, o Rio da Prata não é fácil, e não esquecemos que ali estavam presentes 229 velejadores sendo todos os melhores de seus paises. É um Campeonato que não admite erros. Recuperar é uma tarefa quase impossível.
Aguardem volto em breve,
Abraços
Aldevio
31/12 - 15:54
28/12 - 20:24
Aldevio boa tarde,
Hoje tivemos mais um ótimo dia de treinos aqui
em Montevidéu, com ventos de 15 nos, com céu
azul, muito calor e seco, agora de nordeste. Já
tivemos velejadas com todas as direções da rosa
dos ventos, bem com intensidades de 6 a 20 nos,
sempre com ondas curtas e altas.
As medições começaram e amanha e nossa vez
as 9:00, e é interessante que alguns procedimentos
de medição são bem diferentes dos nossos. Os
flutuadores são pesados fora do barco, separadamente,
e depois pesados com o barco, e tb assinados pelo
medidor. Bolinas e lemes medem apenas com paquímetro
na espessura. A bolina tem o centro de gravidade conferido,
e deve estar para cima da linha de centro vertical da mesma.
Abraços,
Nelson Alencastro
22/12 - 21:44
22/12 - 00:20
21/12 - 18:21
21/12 - 07:42
Oi Aldevio,