RELATÓRIO SOBRE O EUROPEU 2006
Para: ABCO – Jorge Aragão e Aldevio Leão.
Campeonato Europeu da Classe Optimist – Workum – Holland
Relatório
Conforme requer o estatuto da classe segue o relatório conjunto do Team Leader e do Treinador para a ABCO sobre a participação da delegação brasileira ao campeonato acima.
Com relação à fase de preparação do Campeonato não tivemos nenhuma dificuldade de ordem administrativa ou logística com os organizadores. A solução fornecida pela ABCO no tocante ao financiamento do pagamento adiantado deu segurança e tranqüilidade a este assunto que costuma dar dor de cabeça. A organização porem mostrou-se varias vezes muito flexível e despreocupada com relação a este ponto e de fato fomos ao campeonato com pendência financeira expressiva já que tínhamos optado por varias despesas extras que o mesmo comitê não quis receber de forma adiantada alegando falta de tempo para fiscalizar e conciliar depósitos. As multas por pagamentos em atraso não foram cobradas de nenhuma delegação e pelo contrario varias tarifas não foram exigidas num evidente clima de geral fartura econômica proporcionada pelo patrocinador ABN –AMRO.
Quanto a nossa preparação e planejamento fomos bastante felizes em conseguir reunir todo mundo (velejadores, treinador, team leader, country etc.) na Ilhabela em julho por um período longo de treinos e de convívio. Cuidamos da preparação na água com a identificação de problemas técnicos a serem corrigidos antes do evento e do teste de algumas velas novas. Também criamos aquele entrosamento entre membros da equipe que é necessário ao longo deste tipo de evento e pressupostos favoráveis para a estadia na Holanda que foi extremamente agradável e bem humorada. O bom humor foi o pano de fundo da nossa estadia lá e conseguimos criar um clima de competitividade foco e concentração em ambiente descontraído. Na fase preparatória corremos todos juntos a Semana De Vela de Ilhabela .
Optamos por alugar um barco a mais para o Carlo Mazzaferro treinar junto e termos mais uma referencia na água. Em mais uma demonstração de flexibilidade e abertura a organização não fez objeções e admitiu o Carlo como membro da equipe com crachá e tudo. Pagamos mais uma inscrição e ficamos todos juntos nos mesmos alojamentos. O Carlo teve também autorização para correr a regata treino.
Na chegada no mesmo dia 17 conseguimos pegar os barcos e montar as velas. O fornecedor único dos "charter boats" era a empresa americana McLaughlin Boat Works e o encarregado Spencer Wiberly foi atencioso e ficou cobrando dos nossos velejadores um retorno sobre o barco em termo de velocidade e acabamentos. Para vossa informação a McLaughlin alugou somente 40 barcos já que todos os outros 220 velejadores vieram com barcos próprios na capota do carro. Por este motivo o Spencer estava bastante interessado em comparar as performances de seus barcos e ficou bastante próximo da nossa delegação. No primeiro dia de treino quase todos os nossos velejadores relataram uma sensação de maior estabilidade do barco em relação ao seu e de lentidão de resposta. Já que todos falaram a mesma coisa fomos investigar junto ao Spencer o qual disse ser característica do fabricante que trabalha com o limite maximo da curva permitida no fundo do casco (0 a 5mm) o que melhora a desempenho com onda e piora a sensação de rapidez de resposta do barco. A distribuição do peso pelo casco também incide e neste caso os sintomas relatados seriam positivos sendo sinal de peso concentrado mais para o centro de gravidade. Todos os barcos porem revelaram-se super rápidos. Alem do Pedro, o Carlo em treinos, a Claudia e o João em regatas nunca eram mais lentos no grupo dos primeiros. Leme e bolinas eram TEB novos e mastros Optiparts Black Gold. O bote alugado era uma verdadeira lancha de 6 metros, fundo rígido, console central com dois assentos e motor quatro tempos de 50 Hp. Mesmo no dia em que ventou e a onda estava alta e curta os ocupantes não se molhavam. Optamos por alugar um bote a mais sob responsabilidade do team leader. Como de costume o técnico dividiu o bote oficial com a equipe de Portugal. Com o uso de dois VHF treinador e team leader conseguiram comunicar constantemente ficando em lados opostos da raia e medindo continuamente direção das raiadas e observando qual lado da raia e da flotilha estava-se dando melhor. Esta pratica é recomendável e sugerirmos que seja mantida em próximos eventos internacionais. Todas as equipes mais estruturadas estavam com dois ou mais VHF em contato continuo.
Sobre alojamentos e logística em geral já falamos bastante ao longo dos reportes diários. Muito bons e próximos da área do clube. Dava para fazer tudo a pe. Alugamos duas bicicletas para facilitar algumas tarefas. As casinhas eram todas próximas uma da outra e na mesma rua estavam as delegações do Brasil, Argentina, Canadá, Grécia, Irlanda, México, Nova Zelândia, Japão e Alemanha. Foi muito agradável este convívio entre velejadores e famílias. Fizemos a muitas amizades e contatos. Muitos eram antigos conhecidos de campeonatos Sul Americano e Norte Americano.
Sobre a organização e logística merece uma menção a qualidade de alguns serviços oferecidos, internet Wi-Fi de alta velocidade de graça para todos numa área de 500 metros em volta ao clube, cafés da manha e jantares fartos e de alta qualidade com 7-8 pratos diferentes. Ninguém reclamou deste item que costuma ser problemático. O comitê organizador era composto por pais e mães de velejadores voluntários extremamente gentis e prestativos. Nenhuma queixa com relação a eles, alias, uma boa sensação de abertura e boa vontade em resolver qualquer tipo de problema. Nenhuma sensação de discriminação com relação ao Brasil como relatado por colegas em eventos anteriores. Numa tarde sem vento decidimos ir até Amsterdã e quando fomos pedir informações sobre como poderíamos nos locomover o presidente do Comitê Organizador em pessoa deu ordem para que um motorista nos levasse até lá a um custo evidentemente subsidiado.
A única queixa em relação à organização do evento infelizmente está numa área bem mais importante: a qualidade da Comissão de Regatas. A mesma demorou três dias para quebrar o dogma que as 18:00 (com luz clara ate as 22:00) todo mundo deveria estar sentado para o jantar. Nestes três dias foram corridas pouquíssimas regatas de péssima qualidade e o vento entrou firme somente as 17:00. Com 30 graus de temperatura todos os 260 velejadores foram mandados para água sem vento cinco ou 6 horas antes do primeiro sinal de atenção. Varias regatas foram realizadas e validadas em condições limite. Algumas anuladas em condições ate melhores, fato que criou certa insegurança nos velejadores.
Percursos eram montados com linhas de largadas grandes e primeiro contra vento curtíssimo. Nestas condições qualquer rondada de 20º (o que era normal) desequilibrava a raia toda obrigando a comissão a anular largadas repetidamente. Muitas regatas foram corridas com primeiro contravento desequilibrado com um bordo muito mais longo do que o oposto. A linha de largada tão longa era tranqüila para os meninos (75 barcos por largada) e imensa para as meninas (44 barcos por largada).
Muito positivo foi considerado o uso da bandeira "V" a partir dos últimos dois minutos da largada (tanto com bandeira P - I ou bandeira preta) para sinalizar que um ou mais velejadores estariam acima da linha. Já que não havia como pegar ponto em terra, esta pratica facilitou muito a identificação da posição da linha e reduziu drasticamente o numero de OCS e BFD ao longo do campeonato.
Rígida foi à aplicação das bandeiras amarelas com 42 penalidades que somente em dois casos resultaram em DSQ. Nenhum velejador cumulou três penalidades.
Voltando ao relato cronológico após a montagem dos barcos saímos por cinco dias seguidos de treinos e em geral ventou quase sempre. Mais para o final da tarde quando supostamente pela programação estaria sendo servido o jantar (18:30). A segurança sobre as condições atmosféricas era evidentemente grande e ninguém imaginaria que a semana toda seria sem vento e que as 18:00 não tivessem sido completadas as regatas do programa. Em um único dia de treino tivemos 18 nos de vento no final da tarde e a onda subiu rapidamente dando uma idéia clara de como costumam ser as condições desta raia. Imagino que com 20 nos (condição típica da região e que foi registrada na semana inteira imediatamente após o evento) o campeonato seria bastante seletivo com onda alta e curta de lago raso de água doce e temperaturas frias.
Nos treinos aproveitamos para testar a vela nova do Pedro, uma Toni Tio Tri-radial TR-1 Heavy. O mesmo não gostou e estava mais rápido com a sua velha vela Toni Tio Radial tradicional Heavy. Esta vela é muito mais plana e a escolha foi acertada para as condições de falta de vento e ausência de onda nas quais foi corrida a maioria das regatas. A onda curta aparecia somente acima dos 7-8 nos de vento o que aconteceu poucas vezes ao longo do campeonato. O Stefano optou por uma vela nova Toni Tio TR-1 XL bastante extrema feita para velejadores acima de 55 Kg. Muito cheia na parte da frente e acima dos numerais. Na nossa avaliação não foi uma boa escolha. Estava comparativamente mais rápido em Florianópolis em condições parecidas com uma vela mais plana (TR-1 heavy). O João nunca teve problemas de velocidade.Usou uma North Sails Radial Sr-3. A Claudia nestas condições de ausência de vento era sempre a mais rápida nos treinos. Estava com uma vela Toni Tio Radial Médium bastante plana, mas o trunfo real foi o fato de estar correndo com 32 kg de peso no meio de uma flotilha de meninas europeas bem mais pesadas.Uma curiosidade: as velas do Stefano e da Claudia estavam fora de medida. A do Stefano era tão fora do gabarito que teve de ser trocada pelo fornecedor! Não havia como intervir. A da Claudia foi cortada. Na medição nenhuma novidade. Não foi medida a espessura de leme e bolina, mas o medidor chefe disse que costuma medir. Mostrou-nos o gabarito que é de inox aberto em forma de U com cerca de 20 cm de profundidade. Notei que os flutuadores mesmo fabricados em tecido foram autorizados sem a tampa com rosca. Fomos obrigados a trocar o gato (gancho tipo "wichard") com um mosquetão de pino. A alegação foi que o primeiro pode prender o colete salva-vida e o segundo não.
A regata de treino foi a costumeira bagunça e não serviu para nada. Logo em seguida tivemos a cerimonia de abertura debaixo de chuva.
Já que o resultado das regatas é conhecido e foi amplamente relatado nos reportes diários vamos aproveitar o restante do relatório para algumas considerações importantes:
Em condições de vento mais forte e mais estável a equipe brasileira (excluindo-se o caso do Stefano muito mais pesado e lento dos outros) era muito competitiva. Não temos duvida de que com 5 a 8 nos a mais de vento o Pedro venceria este campeonato. O desempenho e a concentração do Pedro merecem algum destaque também a luz do fato de ser o único velejador acima dos 50 Kg. entre os 10 primeiros colocados. O João também melhoraria muito com mais vento. No caso dele a sumula poderia ter sido diferente com um pouco de atenção a mais. Dois erros primarios em regatas até o momento bem planejadas impediram uma fácil colocação entre os 15-20 primeiros da sumula. No dia em que velejamos com 15 a 18 nos o Stefano também era competitivo e venceu várias regatinhas. Para ele porem somente condições mais extremas traziam de volta alguma competitividade. Em regatas treino com boas equipes e grupos de 40 barcos o Pedro, Carlo, João, e até a Claudia estavam sempre na frente. Este grupo era muito rápido e competitivo. Em relação as dificuldades que tivemos no Sul – Americano sentimos um certo alivio e tivemos a sensação que o nosso nível no Brasil não está muito longe dos melhores. A Claudia que foi a este campeonato muito mais por conta de uma serie de circunstancias do que propriamente por nível técnico, foi a que mais evoluiu no evento. Os treinos e a proximidade com um grupo competitivo favoreceram sua evolução em termo de toque e de mentalidade para regatas. Chegou a liderar uma prova até o popa terminando em quinto lugar. Teve vários resultados entre os 10 primeiros. Por nossa surpresa descobrimos na entrega de prêmios que era a mais jovem velejadora do campeonato e por isto foi premiada pela organização com uma vela Olimpic.
Merece destaque a informação que algumas das equipes mais competitivas estavam com os melhores velejadores. Polônia e Grécia, por exemplo, fizeram seletivas separadas dividindo quem quisesse ir ao Mundial e quem ao Europeu. O lugar e a data do Mundial 2006 obrigaram muitas equipes europeas a agir desta forma. Nestes paises os melhores velejadores escolheram correr no europeu. O campeão o grego Theofanis Kavvas é um deles. O mesmo aconteceu com a equipe polonesa. O clima geral era de preocupação com relação à data e local do mundial. Para boa parte dos paises do norte da Europa a data coincide com uma pausa de três meses nas atividades por conta do frio. A equipe italiana com a qual mantivemos contatos contínuos, estava pensando ate em montar um grupo de treino na Sicília, região mais quente, para velejar e ao mesmo tempo encontrar um jeito de freqüentar as aulas numa escola local já que a época que antecede o Natal não é de férias.
Com relação a materiais, surpreendentes foi a maciça presença de velas polonesas J-Sails que estavam com estante no clube juntamente com a Olimpic e a Toni Tio. Alem da equipe polonesa inteira que foi uma das mais rápidas e bem sucedidas, vários outros velejadores da Europa usavam esta vela que tem forma muito diferente das outras. Trata-se de uma vela cross-cut (com painéis horizontais) de apenas dois modelos. Ambas as velas são extremamente mais planas da media e não tem barriga nenhuma na esteira. O sucesso de resultados foi grande no mundial passado corrido sem onda (a campeã foi Tina Lutz com esta vela), mas repetiu-se aqui também, onde, por pura sorte as condições foram as mesmas. Teria sido interessante ver estas velas com mais onda já que com mais vento é natural imaginar uma boa performance. De qualquer forma o sucesso comercial e de resultados não pode ser considerado mais um caso. Cerca de 1/4 da flotilha estava com estas velas. A Olimpic está mais presente na sumula final do que nos eventos passados. O modelo Radial Ray para velejadores acima de 45kg consolidou-se como vela de ponta e será este o corte em cima do qual a velaria vai trabalhar no futuro. Resistem ainda algumas Olimpic Cross Cut entre os melhores.Em cortes horizontais porem as velas Polonesas estão dominando em numero e resultados. A Toni Tio estava com presença maciça da nova TR-1 de corte tri-radial. Falando com seu desenhista o espanhol Fernando Sallent o mesmo confirmou que uma safra de velejadores mais antigos na classe ainda prefere o corte radial tradicional que é mais plano, mas mantêm valuma mais aberta em relação a TR-1. Pensando que teremos pela frente um mundial a ser corrido com quatro velejadores acima dos 50 kg e alguns próximos dos 60 kg a analise e o teste cuidadoso da melhor opção será fundamental.
Vejam na planilha o resumo dos equipamentos pelas informações que coletamos lá:
Masculino
|
Pos. |
Numeral |
Barco |
Vela |
Corte |
Peso/Idade |
Mastro |
|
1 |
GRE 131 |
Finessa-Swe |
Olimpic Radial Ray |
Radial |
40 – 13 anos |
BlackGold |
|
2 |
POL 280 |
Sport-Sails-Pol |
J-Sails Light |
Cross |
30 – 11 anos |
BlackGold |
|
3 |
GRE 1526 |
Finessa-Swe |
Olimpic Radial Med. |
Radial |
45 – 13 anos |
BlackGold |
|
4 |
BRA 3281 |
McLaughlin-Usa |
Toni Tio Radial Hvy |
Radial |
52 – 14 anos |
BlackGold |
|
5 |
GER 1069 |
Winner-Den |
Olimpic Radial Med. |
Radial |
40 – 13 anos |
BlackGold |
|
6 |
SWE 4037 |
Finessa-Swe |
J-Sails Light |
Cross |
48 – 14 anos |
BlackGold |
|
7 |
DEN 8004 |
Winner-Den |
Toni Tio TR-1 Hvy |
Trirad. |
40 – 14 anos |
BlackGold |
|
8 |
AUT 934 |
Sport-Sails-Pol |
Supreme Sails Light |
Cross |
35 – 13 anos |
BlackGold |
|
9 |
SWE 4061 |
Osis-Swe |
Olimpic Blue Light |
Cross |
40 – 12 anos |
BlackGold |
|
10 |
ESP 428 |
McLaughlin-Usa |
Aire – Espanã |
Trirad. |
49 – 13 anos |
BlackGold |
|
29 |
BRA 3131 |
McLaughlin-Usa |
North Sails SR-3 |
Radial |
47 – 14 anos |
BlackGold |
|
107 |
BRA 3226 |
McLaughlin-Usa |
Toni Tio TR-1 XL |
Trirad. |
63 – 14 anos |
BlackGold |
Feminino
|
P |
Numeral |
Barco |
Vela |
Corte |
Peso/Idade |
Mastro |
|
1 |
ESP 1274 |
Nordest-Ita |
Toni Tio Radial Hvy. |
Radial |
47 – 14 anos |
BlackGold |
|
2 |
POL 1089 |
Sport-Sails-Pol |
J-Sails Light |
Cross |
32 – 12 anos |
BlackGold |
|
3 |
POL 1155 |
Sport-Sails-Pol |
J-Sails Light |
Cross |
30 – 12 anos |
BlackGold |
|
4 |
SWE 4140 |
Osis-Swe |
J-Sails Heavy |
Cross |
48 – 14 anos |
BlackGold |
|
5 |
GRE 1495 |
Sport-Sails-Pol |
Olimpic Radial Med. |
Radial |
50 – 14 anos |
BlackGold |
|
6 |
GRE 623 |
Finessa-Swe |
Olimpic Radial Med. |
Radial |
50 – 14 anos |
BlackGold |
|
7 |
AUT 1004 |
Nordest-Ita |
Supreme Sails |
Cross |
42 – 12 anos |
BlackGold |
|
8 |
SWE 3968 |
Finessa-Swe |
North Sails |
Cross |
41 – 14 anos |
BlackGold |
|
9 |
ISR 311 |
Winner-Den |
Olimpic Blue Light |
Cross |
40 – 14 anos |
BlackGold |
|
10 |
JPN 55 |
McLaughlin-Usa |
Olimpic Red |
Cross |
30 – 12 anos |
MK2 |
|
29 |
BRA 3137 |
McLaughlin-Usa |
Toni Tio Radial Med. |
Radial |
34 – 10 anos |
BlackGold |
Enfim em qualidade de Team Leader e Técnico desta delegação gostaríamos mais uma vez ressaltar que nossos velejadores representaram muito bem o Brasil levando a competição a serio e se dedicando ao maximo nas horas que eram cobrados para isso.O comportamento do grupo foi sempre responsável e a altura da importância do evento.
Temos orgulho de ter participado deste grupo e pelo nível técnico alcançado acreditamos sinceramente nas boas possibilidades que os nossos velejadores terão nos próximos campeonatos internacionais.
Agradecemos enfim a ABCO pela confiança.
Maurizio Mazzaferro
Alexandre Paradeda
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27/07/2006 Final day report
Boa noite,
O campeonato acabou do jeito que começou, ou seja, sem vento. Na maior boa vontade o organização conseguiu fazer duas regatas no limite do tempo com vento rondado e de intensidade variando entre 1 e 3 nos. A ultima regata permitiu mais um descarte fato que comprometeu a terceiro lugar geral do Pedro. Estávamos na maior torcida para que a regata fosse anulada, mas a comissão conseguiu validar a mesma bem em cima do limite do tempo. O Pedro conseguiu segurar muito bem mesmo sem vento com dois ótimos resultados (2-9). Resultado geral foi quarto. O João melhorou sua posição na sumula geral ficando em 29º. Melhorou também a Claudia com dois bons resultados no dia de hoje (9-14) acabou o evento em 29º. O Stefano não conseguiu em nenhuma regata ter velocidade suficiente para ficar entre os primeiro. Largou ate bem, mas após 200 metros estava já sendo atropelado por boa parte do grupo.
Agora vou desmontar o circo.
Mais informações no reporte que estarei enviando para a ABCO.
M.M.
26/07/2006 Day ten report
Boa note,
Estou atrasado porque voltamos da água as 20:30. Dia longo, mas muito bom!
Largada as 11:00 sem vento como de costume. Regata sofrida no limite do tempo maximo, mas valida. Em seguida outra largada sem vento que ao longo do percurso morreu de vez. As meninas estavam a 200 metros da chegada, mas não teve jeito. Bandeira “November” mais uma vez.
Espera de uma hora e por volta das 14:00 aparece uma faixa de vento que firmou com o passar das horas. A partir deste horário a comissão conseguiu fazer três regatas aceitáveis com vento médio variando entre sete e nove nos. No final do dia os resultados foram muito bons com vários entre os dez e uma vitória na ultima regata do Pedro (vejam foto da chegada) Com este resultado mais a ótima media do dia (12-10-6-1) o Pedro esta em quarto geral. O João teve um ótimo dia também (19-4-17-7) e esta em 33º na sumula geral. O Stefano não esta bem e não tem conseguido velocidade necessária para acompanhar o grupo. A Claudia ganhou cerca de 20 posições na sumula geral tirando bons resultados dois dos quais entre os dez primeiros. Chegou a liderar uma prova ate o popa chegando em quinto no final. Esta em 33º lugar da sumula feminina.
Amanha dia de decisão com as ultimas três regatas.
Abraço
Maurizio
25/07/2006 Day nine report
Boa noite a todos.
Mais um dia para esquecer não fosse à boa atuação do Pedro que esta firme em quinto na sumula geral após mais uma única regata. Saímos de novo cedo por volta das 11:00 e após duas horas de tentativas de colocar um percurso a comissão optou por largar uma regata sofrível com 2 ou 3 nos de vento e rondadas de 40º. A foto em anexo e’ explicativa das condições desta regata. O Pedro largou mal mas consegui ao longo do contra vento ficar do lado certo e recuperar ate a 21ª posição e crescendo ao longo da regata ate fechar em 13º. Foi um sucesso já que quase todos os melhores levaram um resultado ruim. A regata durou cerca de três horas entre a largada da primeira bateria e a ultima. No ultimo contra vento vimos gente sangrando pela lay-line da direita e após 2 minutos uma rondada de 40º levou os da lay line da esquerda a estarem sangrados.
O Stefano e o João e a Claudia ficaram no meio do pelotão sem conseguir melhorar sua colocação geral.
As 15:00 começou um serie de repetidas tentativas de conseguir largar mais uma regata. Na melhor delas a bateria feminina estava já no fim do contra vento quando foi içada a bandeira November em condições francamente muito mais regulares das que caracterizaram a primeira regata. As 17:30 após mais um dia de sol fortíssimo calor a comissão mandou todos de volta.
Amanha será outro dia longo.
Maurizio
24/07/2006 Day eight report
Boa noite a todos,
Mais um dia de ventos bem fracos e rondados. Desta vez a comissão optou por deixar todo mundo em terra por quatro horas ao longo das quais o lago esteve espelhado. Saída as 14:00 após mais uma boa macarronada em casa !
A largada foi dada com cerca de quatro nos de vento e uma ondinha chata que incomodava bastante o andamento da flotilha. A largada foi interrompida varias vezes no ultimo minuto por conta de rondadas de 20º para direita e para esquerda. No final do dia o vento firmou um pouco na direção, mas nunca passou de seis nos de intensidade.
Os resultados de forma geral não foram bons. Apesar de um resultado ruim (6-34) o Pedro conseguiu segurar a oitava colocação na sumula geral. Muitos dos 10 primeiros tiveram também resultados assim. O Italiano Carlo Cucinotta que liderava o campeonato ate ontem tirou um 16º e um 56º e foi parar em 14º geral. Todos os nossos velejadores desceram. O João esta em 47º o Stefano em 84º.
A Claudia teve um bom dia com um 14º e um 15º e acabou ganhando 20 posições na sumula geral. Esta agora em 43º.
Voltamos para terra de novo as 19:30.
O calor continua intenso e as condições das regatas desgastantes. Esperamos com ânsia algum dia de vento mais forte e temperaturas mais agradáveis. Infelizmente a alta pressão prevista para os próximos dias mantém expectativa de ventos fracos.
Em anexo algumas fotos do dia.
Abraço a todos.
M.M.
23/07/2006 Day seven report
Boa noite a todos,
Hoje o dia foi longo. Saída as 10:00 e primeira largada as 11:30 com apenas quatro nos de vento. Regata longa e com vento diminuindo ate zero. As 13h30 a regata foi anulada. Naquele momento o João estava em quinto o Pedro, Stefano e Claudia estavam complicados no meio do pelotão. Nada mais aconteceu ate as 15:00. Calor de 30 graus e céu ficando escuro. As 15:30 cinco horas e meio apos terem saído para água entrou o tradicional SW e o dia de regata começou.
Foram corridas duas boas regatas com vento na faixa de 10 nos e onda bem curtinha. Na primeira tivemos ótimos resultados do Pedro em segundo e João em quarto. O Pedro segurou bem também na segunda regata chegando em 13º mesmo tendo largado mal. Esta com boa velocidade desde os primeiros dias de treino. O Stefano teve um dia ruim com resultados na faixa do 30º. Esta com pouca velocidade e dificuldade com a onda local. O João não foi bem na segunda regata fato que prejudicou um pouco a sua colocação geral.
Voltamos em terra as 19:00 (nove horas após a nossa saída para a água!)
Na sumula geral:
6º - Pedro (2-13)
33º - João (4-36)
60º - Stefano (34-26)
62º - Claudia (29-30)
Na sumula masculina a Itália esta com o primeiro colocado Carlo Cucinotta enquanto a sumula feminina esta sendo liderada pela espanhola Elia Borreguero.
Tem 90 inscritos femininos e 150 masculinos.
Abraço e ate amanha.
22/07/2006 Day six report
Boa noite,
Dia da regata de abertura e do desfile oficial.
A regata de abertura foi o desastre de sempre. E sem vento para piorar.
Ninguém respeitou largada a não ser quatro numerais BRA que largaram em último. Não deu para ver nada já que mais da metade da flotilha largou um minuto antes. Muitos largaram em todas as baterias voltando para trás na metade do contra vento para aproveitar a outra largada. Foi uma desordem generalizada. Quando foi dada a largada logo no primeiro contra vento entrou uma rajada pela direita e o contra vento virou traves. Tudo anulado e todos em terra para a cerimônia de abertura.
No começo do desfile começou a chover e nunca mais parou ate o fim da noite. A temperatura baixou para 20 graus e esta bem melhor assim. Ontem não conseguimos voltar a tempo para o jantar e foi hoje que tivemos o primeiro contato com o buffet da organização. Bom e farto.
Amanha dia da primeira regata.
Em anexo mais fotos do passeio de ontem e da cerimônia de hoje.
Abraço.
Maurizio
21/07/2006 Day five report
Boa noite,
Hoje poucas novidades. Tivemos medição do time com vários problemas. As velas do Stefano e da Claudia estavam fora. A do Stefano era tão grande que o fabricante trocou de vez por uma nova. A da Claudia foi cortada sem maiores problemas. Leme e bolinas foram medidas somente pela superfície e peso. Não havia nada para medir espessura.
Não ventou nada a manha toda e optamos por tirar a turma do calor e fomos passear de micro ônibus para Volendam e Amsterdã. Acabo de voltar de lá e pelas informações que coletei junto ao pessoal que ficou aqui, a tarde toda não ventou nada. Vai ser assim amanha também pelas previsões da meteorologia. Não deu tempo de passar as fotos.
Amanha vou me organizar melhor.
Abraço a todos.
Maurizio
20/07/2006 Day four report - Second Time
Boa noite,
Hoje choveu e o tempo ficou nublado com algumas aberturas e mormaço. A temperatura esteve mais agradável. Mesmo assim não chegou a ser frio e a velejada pela manha foi com Lycra e casaco. Vento de Oeste na faixa e oito nos e onda mais longa já que vinha do outro lado do lago que esta a trinta milhas. Para aproveitar melhor o dia optamos por sair cedo, voltar apos 2 horas, comer, descansar e descer de novo no final do dia quando o vento costuma aumentar. Assim temos chances de ver e anotar um volume maior de dados sobre direção e variações do vento ao longo do dia.
Pela manha o vento esteve fraco com apenas algumas rajadas de intensidade próxima a 10 nos. Entramos em uma regata de 40 barcos com Alemanha, Noruega e Holanda e mais uma vez ficamos bem com o Carlo a Claudia e o Pedro na frente. João e Stefano um pouco atrás entre os 10 primeiros.
Voltamos por volta das 13:30 e almoçamos em casa. Descansamos três horas, o Xandi dormiu direto enquanto a Stefania arrumava as coisas e os meninos jogavam futebol no gramado do camping.
Saímos de novo as 16:30 com vento mais forte e onda. Velejamos com vento de 12 a 18 nos por mais duas horas. Foi muito proveitoso para melhorar a atuação com este tipo de onda alta e curta.
Em anexo mais fotos do dia de hoje.
(a sobremesa da foto era fondue de chocolate fundido e morangos!).
Abraço.
Maurizio
20/07/2006 Day four report
19/07/2006 Day three report
Boa noite a todos,
Mais um dia de ventos fracos e sol forte. Temperaturas elevadas próximas aos 30 graus. A tão temida água de 17 graus não apareceu ainda por aqui já que todo mundo pulou no canal e ninguém chiou!
As lycras pretas preparadas pensando nas temperaturas de 17-20 graus previstas pelo www.windguru.cz estão-se revelando um pesadelo. Na água ainda da para usar, mas em terra na fase de montagem dos barcos nem pensar.
Optamos por sair no horário da regata. O vento estava de Leste que aqui significa terral. Rondadas tipo ventilador indo e voltando de 20 graus para um lado e outro. O que foi treinado hoje foi o ritmo destas rondadas e o controle sobre rajadas positivas e negativas. O vento nunca passou dos seis nos e para os maiores o sofrimento só não foi maior somente pelo fato de estarmos em condições de completa ausência de onda.
O Pedro testou sua nova vela Tri Radial e gostou. No dia de hoje qualquer forma esteve na frente quem soube aproveitar melhor as rondadas e não os velejadores mais leves ou mais rápidos.
Muitos times ainda não chegaram e o ambiente esta ainda tranqüilo.
Nossa medição será na sexta dia 21 as 10:30. Dia 22 teremos a regata de abertura.
Abraço e ate amanha.
Maurizio.
18/07/2006 Day two report
Boa noite,
Hoje tivemos sol forte de 30 graus de temperatura sem vento pela manha. Programamos a saída para a água as 11:00, horário das regatas, mas tivemos de desistir. O vento entrou somente por volta das 14:00. Todo mundo fala que as condições atuais são anômalas, não faz tanto calor assim aqui e costuma ventar mais. Pelos mapas meteorologicos da para ver uma vasta região de alta pressão bloqueando a chegadas das frentes. Não vai mudar para os próximos três dias.
Aproveitamos para fazer alguns serviços nos barcos. Trocamos cabos de pique e pe de galinha com material que tinha trazido do Brasil. O bote e um grandão de fibra com motor de 50 Hp com partida elétrica e console central. Novinho também.
Saímos para a água as 16h00min apos um almoço rápido feito nos chalés. O vento estava de N- NE de intensidade entre 8 e 12 nos. O treino foi muito proveitoso e todos melhoraram muito o toque nas condições de onda da raia. Fomos convidados para um pega de trinta barcos junto à equipe da Itália, Alemanha Japão e Israel. Apos duas largadas com chamada geral a terceira regata foi ótima com o Carlo em primeiro e o Pedro em terceiro. O João e o Stefano ficaram entre os 10.
Volta as 8:00 com contravento no canal antigo da cidade. Veja foto em anexo. Jantar com "tortellini prosciutto e panna".
Alugamos duas bicicletas para manter agilidade das tarefas.Os meninos estao passeando com elas pelo camping agora. São 9:30 e tem sol e 24 graus.
Abraço e ate amanha.
Em anexo algumas fotos do dia.
17/07/2006 Day one report
Boa noite,
Chegamos hoje sem problemas. Sol forte e 29 graus de temperatura. Guardamos bem num cantinho da casa os dry suítes e casacos e fomos pegar nossos barcos. Todos novinhos de fabrica com mastro Black Gold nos envelopes ! Todos os barcos têm leme e bolina Tebbertmann.
As casinhas são muito boas e confortáveis. Já tivemos invasão de patos e coelhos pra dentro dos quartos. O lugar esta cheio de animais soltos pelos gramados verdíssimos. A Stefania já esta com molho do macarrão no fogo para hoje à noite. As 16:00 horas os barcos estavam prontos e aproveitamos o bote de amigos Italianos para levar a garotada para a primeira velejada. Nosso bote esta disponível somente a partir de amanha. Velejo de lycra e coletes salva vida sem casaco! 10 nos de vento e ondinha curta bem parecida com a do Guaíba.
São 10:00 da noite e o sol ainda não se pos. Teve joguinho de futebol com o pessoal da Nova Zelândia das 9:00 as 10:00.
Abraço a todos
Em anexo algumas fotos do alojamento.
M.M.